Novo ano,

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"Que seja do Bem. Que absorva o mal e nos salve, de vez em quando, pra que a gente possa viver além, apesar de e sobre todas as coisas. Que não demore e que não seja tão rápido também. Que a espera venha com um sorriso de brinde, com um amor sobre o colo querendo acontecer sempre, sempre. Que não seja tarde, que seja belo. Que seja triste, por pouco tempo. Que a dor nos abrace no momento oportuno e deixe o abraço muito antes do momento certo. Que a gente dure um pouco mais no outro com o coração inteiro, de todos os jeitos, com todas as palavras e presenças. Que o verso não acabe, que a inspiração não se atrase para a próxima sensação. Que o silêncio não atrapalhe, que a poesia atravesse a indelicadeza dos dias. Que o olhar encontre um porto. Que os milagres desaguem no corpo. Que a gente se ame, muito e tanto. Sempre."

Receita de Ano Novo

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"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."

A equipe do Estouro em Palavras deseja a todos um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de amor, paz, saúde, sorrisos e amizades verdadeiras. 
Em 2013, a gente se vê por aqui! ehehe

Vitrine

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Eu exponho meus sentimentos como numa vitrine, à espera de alguém que aceite pagar o preço que nunca entra em liquidação. Mas quando vem alguém e quer me levar sem questionar a etiqueta absurda, eu só penso na futura devolução. Quero voltar pros vidros sujos, a exposição sem objetivos, ver todos os produtos indo embora e eu ficando mais uma vez. Esses rostos que me encaram, os olhos que brilham, as ilusões que se formam, as expectativas que eu deixo criarem, são minha vida. Depois disso só resta a rotina e o medo de estar perdendo a melhor parte.

Estou cansada dessa promoção de mim. Cansei de me entregar tanto e nunca me entregar por completo, de ser só a promessa, a vertigem e a decepção. E então esse cansaço que não sei se é dos outros ou de mim mesma.

Estou te mandando um aviso. Bilhete colado na porta da geladeira, telegrama, sinal de fogo, e-mail, não importa. Estou gritando seu nome na areia da praia, do alto da minha insanidade. Vem me salvar. Me leva embora. Prova que não é igual, que a compra não vai ter devolução no primeiro defeito, porque eu sou cheia deles. Me compra, me leva pra casa com tudo o que tem direito. Com medo, com mania, com falar demais e sentir de menos.

Por eu ser cheia de ter certeza de tudo, só quero alguém que me prove o contrário.

A perseguição

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“Como loucos, vivemos perseguindo a tal felicidade. Meio cegos, nem percebemos quando ela de fato está sentada no nosso colo. Surdos, não ouvimos os sinais que a vida nos dá diariamente.

É uma perseguição sem fim. Uma busca constante. E uma pequena descrença, já que existem aqueles ditados que falam que felicidade dura pouco. Quer saber? Não concordo. A felicidade mora dentro da gente. Só que nem sempre temos capacidade de perceber.

A felicidade é sutil. É uma poesia, um pedaço de manga, um gole de vinho, uma música que arrepia. A felicidade é tão simples. Um abraço em quem a gente não vê faz tempo, um carinho de um amigo, um beijo em seu amor. É andar de mãos dadas, encostar a cabeça no ombro do outro no cinema, dormir juntinho. É cheiro de café passado, susto que passa logo, lambida de cachorro no nariz e perfume de flor. A felicidade é serena. Uma ferida que sara, a calça que finalmente entra, a tão desejada voz do outro lado do telefone. Um filho que aprende a dizer mamãe, a receita que dá certo, o olhar que se encontra.

Estou em uma fase muito feliz. E saboreando cada momento, sem perder um segundo sequer da tal felicidade."

Procura-se

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"Procura-se homem inexistente, amor incurável, saudade que preenche, sem aquela dor do vazio. Procura-se um jeito viril, toque rude e beijo suave. Aquele caminhar decisivo, um olhar interrogativo, mas de frases conclusivas. Procura-se uma companhia agradável, um cara que goste de animais, mas que passe longe das “vacas, cobras e galinhas” que encontrar por aí. Procura-se alguém que dirija o meu carro e o meu destino. O proprietário das minhas emoções, o inquilino do meu coração.

Procura-se uma paz de espírito infantil, um riso descontrolado, um mergulho na saciedade dos olhos. Uma convivência que acolha, uma despedida que nunca chegue, um reencontro sempre esperado. Procura-se um arco-íris cobrindo meu céu de certezas, dias ensolarados no lar, chuva de sensações sob nossas paredes. Procura-se êxtase ao atravessar a porta, descoberta do tato, nova percepção do olfato.

Procura-se sintonia, o sexto sentido do amor. Paixão mútua e declarada, parceria de defeitos e simplicidade nos lençóis. Música perfeita para os ouvidos do corpo, dança das almas no despertar de um sentimento. Procura-se o sono dos anjos, o sexo insano, o crepúsculo das vontades. Procura-se um desejo incontrolável.

Procura-se beleza na rotina, uma saudade irresistível, um olhar tranquilo. Uma calma suprema, uma indignação justa, uma revolta com méritos. Procura-se aquele orgulho de ser dele e só dele, autonomia da posse, dominação sexual consentida. Procura-se o cara, aquele cara, que será dono de mim, por inteira.

Procura-se alguém como você."

Dizer o amor

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Se você ama, diga que ama. Não tem essa de não precisar dizer porque o outro já sabe. Se sabe, maravilha, mas esse é um conhecimento que nunca está concluído. Pede inúmeras e ternas atualizações. Economizar amor é avareza. Coisa de quem funciona na frequência da escassez. De quem tem medo de gastar sentimento e lhe faltar depois. É terrível viver contando moedinhas de afeto. Há amor suficiente no universo. Pra todo mundo. Não perdemos quando damos: ganhamos junto. Quanto mais a gente faz o amor circular, mais amor a gente tem. Não é lorota. Basta sentir nas interações do dia-a-dia, esse nosso caderno de exercícios.

Se você ama, diga que ama. A gente pode sentir que é amado, mas sempre gosta de ouvir e ouvir e ouvir. É música de qualidade. Tão melodiosa, que muitas vezes, mesmo sem conseguir externar, sentimos uma vontade imensa de pedir: diz de novo? Dizer não dói, não arranca pedaço, requer poucas palavras e pode caber no intervalo entre uma inspiração e outra, sem brecha para se encontrar esconderijo na justificativa de falta de tempo. Sim, dizer, em alguns casos, pode exigir entendimentos prévios com o orgulho, com a bobagem do só-digo-se-o-outro-disser, com a coragem de dissolver uma camada e outra dessas defesas que a gente cria ao longo do caminho e quando percebe mais parecem uma muralha. Essas coisas que, no fim das contas, só servem para nos afastar da vida. De nós mesmos. Do amor.

Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas. Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas, não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá.

O Casamento – Nicholas Sparks

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Nome: O Casamento
Autor(a): Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Páginas: 224
ISBN: 9788580410563

"Após quase 30 anos de casamento, Wilson Lewis é obrigado a encarar uma dolorosa verdade: sua esposa, Jane, parece ter deixado de amá-lo, e ele é o único culpado disso. 
Viciado em trabalho, Wilson costumava passar mais tempo no escritório do que com a família. Além disso, nunca conseguiu ser romântico como o sogro era com a própria mulher. A história de amor dos pais de Jane, contada em Diário de uma paixão, sempre foi um exemplo para os filhos de como um casamento deveria ser. 
Diante da incapacidade do marido de expressar suas emoções, Jane começa a duvidar de que tenha feito a escolha certa ao se casar com ele. Wilson, porém, sente que seu amor pela esposa só cresceu ao longo dos anos. Agora que seu relacionamento está ameaçado, ele vai fazer o que for necessário para se tornar o homem que Jane sempre desejou que ele fosse."

Eu sou suspeita para falar de Nicholas Sparks, ele é de longe meu autor preferido! Escreve romances como ninguém. Quem nunca sentiu vontade de viver um amor como os dos personagens escritos por ele?
O Casamento é narrado por Wilson Lewis, um advogado casado com Jane há quase trinta anos. Juntos eles são pais de três filhos já adultos.

Wilson ainda é apaixonado pela esposa, mas acaba esquecendo do aniversário de 29 anos de casamento deles. Fato esse que acaba magoando Jane e estremecendo a relação estável do casal.

"Quantas pessoas têm essa oportunidade? De que alguém que amam se apaixone por elas várias vezes?" (Página 28)

Depois disso Wilson se dá conta de que a esposa o está tratando com certa frieza, o que o faz duvidar do amor de Jane por ele.
Buscando conselhos com seu sogro Noah, Wilson decide reconquistar a esposa. E prepara ao longo do ano uma surpresa para dar a esposa no aniversário de 30 anos de casamento.


 “Mas acabei entendendo que amar é mais do que resmungar três palavrinhas antes de dormir. O amor é sustentado por ações, pela constante dedicação às coisas que um faz pelo outro diariamente.” (Página 58)

Passam doze meses e Anna, filha do casal, anuncia que irá se casar em duas semanas. Exatamente no dia do aniversário de casamento dos pais. Wilson acaba ajudando Jane com os preparativos pro casamento e isso acaba os aproximando novamente.

"Nunca amei ninguém a não ser você, era o que eu queria dizer, mas o bom senso prevaleceu e me lembrou que seria melhor guardar essas palavras para outra ocasião, quando eu tivesse total atenção e elas pudessem ser retribuídas." (Página 79)

O ponto alto do livro é sem dúvida, a surpresa que Wilson prepara pra Jane. Meu Deus, toda mulher merecia uma assim!! rs

"Casamento é compromisso, é fazer algo pela outra pessoa mesmo que não se queira fazer." (Página 114)

A relação de amizade e cumplicidade entre Noah e Wilson é linda. Ah, o Noah que homem encantador! Sou uma eterna apaixonada por ele. rs

"É engraçado, mas já reparou que, quanto mais especiais são as coisas, menos atenção as pessoas parecem dedicar a elas? Parecem que acham que elas nunca vão mudar." (Página 162)

O final foi surpreendente e emocionante. Impossível conter as lágrimas! O Nicholas me "enganou" direitinho. rs
Fica a dica de que nunca é tarde pra dizer “Eu te amo”.

 "Reinventar a mim mesmo é uma luta diária e às vezes me pergunto se será assim pra sempre. Mas não importa, porque trago dentro do peito as lições que Noah me ensinou sobre o amor e sobre como manter acesa a sua chama. Mesmo que eu nunca venha a me tornar um verdadeiro romântico, como meu sogro, isso não significa que algum dia eu vá parar de tentar." (Página 223)

Incrível e surpreendente. Livro mais do que recomendado!

Sonhos que passam pelas frestas

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"Hoje acordei, olhei pela janela e o dia pareceu normal. Levantei da cama, tomei café e lembrei daquela sensação esquisita, de aperto e angústia que senti no começo da semana. Fiquei com medo, aquele medo que a gente sente quando está prestes a perder uma coisa importante, quiçá fundamental em nossas vidas. Se eu fosse me confessar hoje, diria que sim, morro de medo de perder você. Acredito que as pessoas são livres, eu mesma gosto de ser livre, não quero aprisioná-lo, amarrá-lo, torturá-lo. Só quero amá-lo. O medo de perdê-lo se resume ao medo de perder o seu amor. Esse seu amor que me faz achar a vida mais bacana e menos careta.

Aquele nó que estava me revirando passou, deixei ele em algum canto que nem lembro mais. Na verdade: não faço questão. Gosto de sentimentos positivos. Nada negativo me agrada, isola, um, dois, três. Bate na madeira. Manda pra longe. Canta pra subir. Gosto de coisa viva, alegre, que faz sorrir e que pinta o coração com giz de cera e aquarela.

Coloquei uma música baixa e resolvi deitar na cama, abraçar o travesseiro e pensar em você. Ai, eu tinha esquecido, no meio de tanta turbulência, como é gostoso pensar em você. É melhor que chocolate derretido. Melhor que brigadeiro. Melhor que tudo doce que eu gosto. Melhor que água quando tô morta de sede. Taí: você é melhor do que tudo que eu preciso quando estou mesmo precisando. Mas você é tudo que eu estou precisando, te preciso a cada segundo. Nada psicopata, descontrolado, talvez só um pouco neurótico. O amor é neurose. E, aprendi, é ciúme também. Nossa, eu morro de ciúme de você. Te quero pra mim. E pra sempre. E só pra mim. E só pra sempre.

Então eu pensei em você. E quis me teletransportar pra perto. Pra fazer a cena que eu decorei: eu abraçada em você, passando a mão no seu rosto, te dando o meu sorriso-coração-tá-pulando e te beijando o nariz. Nariz? É, nariz. Beijo meigo. Aqueles de quem ama mesmo e quer cuidar e dar beijo carinhoso. E eu imaginei o seu sorriso bonito como retribuição, aquele seu olhar apertado e sincero e um te amo saindo por entre seus lábios. Foi a glória. Minha mão pela sua boca e um te amo também saindo pela minha boca. Beijo na boca. Glória de novo. Pronto: você fez meu segundo mais feliz.

(só queria estar com você hoje e poder dizer que te preciso, mas sente meu beijo, meu calor e minha energia. meu amor? você sente. sei que sim.)"

Valorosa Espera

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"Quanto mais me guardo
mais valorosa será a chegada
toda espera é recompensada
nunca tarda, o amor tem sua hora
será como não imaginamos
surpreenderá todos os planos
antes premeditados
e numa fração de segundos
se formará o eterno.

Depois de muito longe,
estamos chegando perto."

Venha, por favor

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“Eu espero alguém que não desista de mim mesmo quando já não tem interesse. Espero alguém que não me torture com promessas de envelhecer comigo, que realmente envelheça comigo. Espero alguém que se orgulhe do que escrevo, que me faça ser mais amigo dos meus amigos e mais irmão dos meus irmãos. Espero alguém que não tenha medo do escândalo, mas tenha medo da indiferença. Espero alguém que ponha bilhetinhos dentro daqueles livros que vou ler até o fim. Espero alguém que se arrependa rápido de suas grosserias e me perdoe sem querer. Espero alguém que me avise que estou repetindo a roupa na semana. Espero alguém que nunca abandone a conversa quando não sei mais falar. Espero alguém que, nos jantares entre os amigos, dispute comigo para contar primeiro como nos conhecemos. Espero alguém que goste de dirigir para nos revezarmos em longas viagens. Espero alguém disposto a conferir se a porta está fechada e o café desligado, se meu rosto está aborrecido ou esperançoso. Espero alguém que prove que amar não é contrato, que o amor não termina com nossos erros. Espero alguém que não se irrite com a minha ansiedade. Espero alguém que possa criar toda uma linguagem cifrada para que ninguém nos recrimine. Espero alguém que arrume ingressos de teatro de repente, que me sequestre ao cinema, que cheire meu corpo suado como se ainda fosse perfume. Espero alguém que não largue as mãos dadas nem para coçar o rosto. Espero alguém que me olhe demoradamente quando estou distraído, que me telefone para narrar como foi seu dia. Espero alguém que procure um espaço acolchoado em meu peito. Espero alguém que minta que cozinha e só diga a verdade depois que comi. Espero alguém que leia uma notícia, veja que haverá um show de minha banda predileta, e corra para me adiantar por e-mail. Espero alguém que ame meus filhos como se estivesse reencontrando minha infância e adolescência fora de mim. Espero alguém que fique me chamando para dormir, que fique me chamando para despertar, que não precise me chamar para amar. Espero alguém com uma vocação pela metade, uma frustração antiga, um desejo de ser algo que não se cumpriu, uma melancolia discreta, para nunca ser prepotente. Espero alguém que tenha uma risada tão bonita que terei sempre vontade de ser engraçada. Espero alguém que comente sua dor com respeito e ouça minha dor com interesse. Espero alguém que prepare minha festa de aniversário em segredo e crie conspiração dos amigos para me ajudar. Espero alguém que pinte o muro onde passo, que não se perturbe com o que as pessoas pensam a nosso respeito. Espero alguém que vire cínico no desespero e doce na tristeza. Espero alguém que curta o domingo em casa, acordar tarde e andar de chinelos, e que me pergunte o tempo antes de olhar para as janelas. Espero alguém que me ensine a me amar porque a separação apenas vem me ensinando a me destruir. Espero alguém que tenha pressa de mim, eternidade de mim, que chegue logo, que apareça hoje, que largue o casaco no sofá e não seja educado a ponto de estendê-lo no cabide. Espero encontrar um homem que me torne novamente necessária.”
_
Adaptado

Para Sempre – Kim Carpenter

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Nome: Para Sempre
Subtítulo: A História que Inspirou o Filme
Autor(a): Kim Carpenter
Editora: Novo Conceito
Páginas: 144
ISBN: 9788581630083

"A vida que Kim e Krickitt Carpenter conheciam mudou completamente no dia 24 de novembro de 1993, dois meses após o seu casamento, quando a traseira do seu carro foi atingida por uma caminhonete que transitava em alta velocidade. 
Um ferimento sério na cabeça deixou Krickitt em coma por várias semanas. Quando finalmente despertou, parte da sua memória estava comprometida e ela não conseguia se lembrar de seu marido. Ela não fazia a menor ideia de quem ele era. Essencialmente, a "Krickitt" com quem Kim havia se casado morreu no acidente, e naquele momento ele precisava reconquistar a mulher que amava."


Esse livro conta a história verídica do casal Kim e Krickitt Carpenter. A história é linda, envolvente, mas confesso que eu esperava bem mais dele.

“Para Sempre é uma história verdadeira sobre a reconstrução de um casamento depois de um evento traumático que poderia ter feito a maioria das outras pessoas desistir, mas que para eles foi a chance de um novo começo.”

Além de se tratar de um romance, o livro traz uma mensagem de superação, fé, amor e fidelidade. O Kim narra em detalhes como eles se conheceram, como foi o casamento e sobre o acidente que deixou a Krickitt sem memória e sua reabilitação.

“Enquanto Krickitt dava seus primeiros passos com bastante dificuldade, eu a estimulava a continuar. Quando eu falava, ela olhava pra mim.
- Eu amo você, Krickitt – eu dizia, enquanto olhava em seus olhos.
- Eu amo você também – dizia ela, várias vezes, mas sem qualquer inflexão vocal ou expressão facial. Eu esperava poder ver ou ouvir a minha velha Krickitt, mas ela ainda não estava lá.” (Páginas 62 e 63) 

Hoje eles estão juntos e felizes, têm dois filhos, mas infelizmente a Krickitt nunca se lembrou de Kim antes do casamento, mas reaprendeu a amá-lo por tudo que ele fez por ela.

“Quando você fechar este livro, quero que se lembre de que, durante a vida, você vai enfrentar momentos muito difíceis, mas é possível encontrar a força que você precisa em Deus. Se está faltando alguma coisa em sua vida, peça. Você será atendido. Comprometa-se, e todos os compromissos assumidos serão duradouros. Para sempre.” (Página 144)

Como eu disse anteriormente, esperava mais do livro. É uma narração meio monótona. Mas ainda assim vale a pena ser lido. Uma lição que tirei do livro: o amor vence tudo. 

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“Motivos pra desistir você vai encontrar vários, mas para amar, só basta um. O suficiente pra você amar loucamente, o suficiente que supera todos os motivos por piores que sejam pra desistir.”

AMOR - 4 SÉRIES X 8

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"Não adianta. Mudam-se as cores do inverno, os sorrisos, as páginas das revistas, as dez mais bonitas. Mudam-se as tecnologias, as manchetes, o preço do pão, o jeito como você corta o cabelo. Mudam-se os sonhos, o clima lá fora, o tom do batom, a decoração, o que você espera de si mesma. Tudo muda o tempo todo. Mas uma coisa não muda. Não sai de moda. Não fica velho, nem ultrapassado. Quer saber? Acho amar a coisa mais eterna que existe. Não há nada mais moderno. Mais transgressor. Mais ousado – e mais antigo - que isso. Num tempo onde as pessoas mal têm tempo, amar virou coisa de gente corajosa. Porque é preciso muito peito (e muito jogo de cintura) para seguir o que temos de mais criativo: o coração. É o amor que nos faz ver o mundo de um jeito mais belo. E é o amor (e só ele!) que nos traz o valor exato das coisas simples. E você não precisa necessariamente amar uma pessoa. O amor é democrático. Você pode – e deve – amar a si mesmo e ao mesmo tempo amar alguém (essa, sim, é a melhor combinação!). E também amar a vida. Amar um projeto. Um trabalho. Um sonho. Ou – porque não? – simplesmente amar o amor. Se todo amor vale a pena? Eu acredito que sim. O mundo não está  triste só por causa das  guerras, do superaquecimento global e do tal “salve-se quem puder” As pessoas se escondem  atrás das tecnologias e de um falso liberalismo pra camuflar seus medos. Para enganar seus desejos. Ah, me desculpem, mas no fundo todo mundo quer mais é se apaixonar! Mentira minha? Duvido. Todo mundo quer amar, todo mundo quer encontrar alguém especial, todo mundo quer se livrar do medo que nos impede de andar de mãos dadas. É certo que há quem prefira o morno, os relacionamentos superficiais, as noites vazias. (Relacionamentos trazem tantos problemas e alegrias quanto estar só, isso é uma verdade). Mas tenho a impressão de que todos nós temos um leve romantismo escondido, um desejo real pelo amor, uma necessidade de amar e ser amado sem a qual a vida não teria graça. (E não haveria tantos poetas, tantas canções bonitas e tanta insônia por aí). Escrevi, uma vez, uma letra onde canta a seguinte frase: “Será que amar é mesmo tudo”? Na época eu não saberia responder. Mas, hoje, cheguei a uma breve conclusão: não, amar não é tudo. É quase tudo. Amar é o começo. O primeiro parágrafo. A primeira nota. É o que canta (e encanta). Amar é que nos faz falar. É o que nos faz acordar. É o que nos faz dizer “Bom dia” com o sorriso mais livre do mundo. Se eu estou amando? É, devo admitir. Depois de vários romances sem fim, me apaixonei por mim mesma. E, como presente,  ganhei um novo amor que é fruto de todos os grandes amores que tive. Sorte minha? Talvez. Mas amor não é apenas sorte. Não pensem também que amor é a solução pra todos os nossos problemas. Não. Amor não é solução. Amor é prêmio. Recompensa feliz para quem – afinal de contas – conseguiu manter-se fiel a si mesmo. Por isso, escrevo esse texto. Em uma época em que os desejos duram o tempo de uma estação, acho o AMOR o exercício mais radical que podemos fazer.
(O coração agradece!)"

P.s. Eu Te Amo – Cecelia Ahern

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Nome: P.S. Eu Te Amo
Subtítulo: Existem Amores Que Duram Mais Que Uma Vida
Autor(a): Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Páginas: 368
ISBN: 9788581630625

"Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. 
Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa do que nunca."


Quem já perdeu uma pessoa querida vai se emocionar com essa história. Gerry e Holly foram casados por sete anos, até que Gerry é diagnosticado com um tumor no cérebro e morre. Com a perda do marido, Holly fica arrasada e entra em depressão por dois meses.

Porém Gerry antes de morrer deixa uma série de cartas para esposa, que devem ser lidas mensalmente(de março a dezembro). Cartas essas em que Gerry deixou algumas “instruções” para que Holly pudesse seguir sua vida.

"Minha amada Holly,
Não sei onde você está e onde exatamente está lendo isso. Só espero que esteja bem. Você me disse há pouco tempo que não conseguiria continuar sozinha. Mas você consegue sim, Holly.
Você é forte, corajosa e vai conseguir passar por isso. Vivemos coisas lindas juntos e você fez a minha  vida... Você fez a minha vida. Não tenho arrependimentos. Mas sou apenas um capítulo de sua vida, muitos outros virão. Guarde nossas linda lembranças, mas, por favor, não tenha medo de criar outras.
Obrigado por me dar a honra de ser minha esposa. Por tudo, sou eternamente grato.

Sempre que precisar de mim, saiba que estarei com você.
Amor eterno, de seu marido e melhor amigo,
Gerry." (Página 29)

Um livro lindo. Tão encantador quanto o filme, que em muitos momentos nos faz entrar na história e se emocionar com Holly a cada carta aberta.

"Mire seu salto para a lua, e se não acertá-la, aterrissará entre as estrelas." (Página 208)

A família da Holly e seus amigos são uns fofos. Sempre ao lado dela, incentivando-a a sair do luto e comemorando a cada conquista dela.

Infelizmente tirando o fato da morte do Gerry e das cartas que ele deixou para Holly, o livro não tem muita coisa em comum com o filme. Difícil escolher qual é o melhor.

O final foi bem bacana, totalmente diferente do que eu estava imaginando.

“Mas Holly, a vida de ninguém é repleta de momentos perfeitos. E se fosse, não seriam momentos perfeitos. Seriam apenas normais. Como você conheceria a felicidade se nunca passasse pelas fases tristes?” (Página 301)

Se você ainda não leu, eu recomendo. Vale muito a pena!

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“Estou desconfiada de que a gente cresce quando começa a aprender, com o sentimento, muito além da retórica, a não permitir que uma desilusão ou outra nos afaste de nós mesmos e nem dos nossos sonhos mais bonitos. Estou desconfiada de que a gente cresce quando é capaz de entender que estar vivo é perigoso, sim, é trabalhoso, sim, mas também é uma oportunidade rara e imperdível. Que há que se pagar o preço, se a ideia é ser feliz e inteiro.”

Carta que nunca mandei

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"Quero dizer que tenho pensado muito em você. E isso me deixa triste. Vou explicar melhor, de uma forma mais adequada: não é pensar em você que me deixa triste. Quando penso em você, penso em nós. E me dá um calor no peito. Meu coração fica aquecido. E esse calor sobe até a garganta. Me dá um aperto. E vontade de chorar. De vez em quando eu choro, mas não te preocupa, não é sempre. Sei que você detestava me ver chorando.

Sinto saudade de nós, já te falei isso. E sei que não podemos ficar juntos. Talvez seja isso que doa lá no fundo. Você foi muito especial e, certamente, uma das melhores pessoas que conheci na minha vida. Não existe ninguém mais divertido e puro nesse mundo. Você sempre me entendeu. E me aceitou do jeito que eu sou: TPM, confusões, complicações, indecisões, pequenos-e-grandes-surtos, medo do escuro, medo de temporal, personalidade forte, etc. Você foi meu "etc". E fomos felizes. Descobri que fomos felizes. Temos afinidades e somos parecidos. Você é o rei da gracinha. E das piadas sem graça. É o pior jogador de futebol do mundo.

Quando penso em você dou um sorriso. E, preciso dizer, queria muito que você estivesse aqui. Preciso dizer mais, você foi quem eu amei. Quem eu mais amei. Não há um dia sequer que eu não pense em você."

Crônicas digitais: Criança

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FOLHINHA DE ABACATE NINGUÉM ME COMBATE!

"Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada). 

Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se vou ganhar estrelinha, se posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas.

Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!"

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"Alguns problemões não passam de probleminhas quando olhados sob a perspectiva do vasto mar, incomensurável mar, que nós somos. E das ondas todas que já encaramos." 


Ana Jácomo

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"E eu, que estou bem com a vida, creio que para saber de felicidade não há como as borboletas e as bolhas de sabão, e o que se lhes assemelhe entre os homens."


Friedrich Nietzsche

Feliz dia das mães!

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"É bom ter mãe quando se é criança, e também quando se é adulto. Quando se é adolescente a gente pensa que viveria melhor sem ela, mas é erro de cálculo. Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.

O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passamos fome. Não liga se virarmos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o nosso.

O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro. Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar endividados por vinte anos. O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência e estoure o cartão de crédito. Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, com os nossos dentes e nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.

O mundo nos olha superficialmente. Não consegue enxergar através. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento. O mundo quer que sejamos lindos, sarados e vitoriosos para enfeitar a ele próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta. O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa.

O mundo quer nosso voto, mas não quer atender nossas necessidades. O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não pára para nos ouvir. O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego. Para o mundo, quem menos corre, voa. Quem não se comunica se trumbica. Quem com ferro fere com ferro será ferido. O mundo não quer saber de indivíduos, e sim, de slogans e estatísticas.

Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta, exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até corruptível se oferecermos em troca alguma atenção. Sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto o mundo propriamente dito exige eficiência máxima, seleciona os mais bem-dotados e cobra caro pelo seu tempo. Mãe é de graça."

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"Tenho trabalhado tanto, mas sempre penso em vc. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assenta e com mais força quando a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos…
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.
Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente?
Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido."

#assimseja

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“Que abril me traga todos os sorrisos que março me roubou. Que venha com bons ventos que me traga sorte e amor, que não me deixe sofrer por favor. Que esse mês tudo dê certo.”

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“Deus, põe teu olho amoroso sobre todos os que já tiveram um amor sem nojo nem medo, e de alguma forma insana esperam a volta dele: que os telefones toquem, que as cartas finalmente cheguem… Sobre todos aqueles que ainda continuam tentando, Deus, derrama teu Sol mais luminoso.”

Todo dia é dia de pedir mais

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"A gente podia ser mais tolerante um com o outro. Fazer uma corrente do bem, dos bons pensamentos, da sinceridade, da tribo do romance e da delicadeza. E pedir mais. Muito mais. Mais amor. Mais gente fina, elegante e sincera. Mais contas pagas. Mais unhas fortes. Mais bunda lisinha. Mais coxas firmes. Mais beijos na bochecha, na testa e na boca. Mais beijos de língua. Mais beijos de cinema. Mais gente que cuida da própria vida. Mais liquidação.

Mais bom dia, boa tarde e boa noite. Mais educação. Mais com licença, de nada, me desculpa, obrigada, por favor. Mais livros. E mais leitores. Mais cheirinho de casa limpa e roupa nova. Mais feriado. Mais dias de sol e vento no rosto. Mais outono e primavera. Mais namoro. Mais mãos dadas. Mais abraços acolhedores. Mais conforto. Mais carinho nas costas. Mais massagem nos pés.

Mais dinheiro achado no bolso da calça. Mais água de coco e espumante geladinhos. Mais Pringles e Doritos. Mais shampoo que deixa o cabelo brilhoso. Mais segurança. Mais ar-condicionado. Mais saúde para dar, vender e emprestar. Mais cama boa para deitar. Mais banhos de banheira com espuma. Mais rímel que não borra. Mais calça que não aperta. Mais sapato que não machuca.

Mais soninho depois do almoço. Mais pôr-do-sol. Mais lambida de cachorro. Mais conversa para resolver os problemas. Mais respeito de telemarketing. Mais respeito no trânsito. Mais respeito no condomínio. Mais respeito na fila do banco. Mais respeito. E ponto.

Mais amor ao falar. Mais paciência ao ouvir. Mais cautela ao lidar. Mais roupa bonita no closet. Mais amigos de verdade. Mais sorrisos de verdade. Mais amores de verdade. Mais verdade. E só.

Mais programa bom na televisão. Mais pessoas de boa índole. Mais atenção nas pequenas coisas. Mais decência ao se vestir. Mais silêncio no cinema. Mais condições em hospitais e escolas. Mais noção na cabeça de presidente, governador, prefeito, deputado e vereador. Mais gente ajudando pessoas e bichos. Mais punição para quem faz o mal. Mais chances para quem se mata de tanto trabalhar. Mais criança na escola. Mais pais conscientes. Mais gente que bebe e pega táxi.

Mais amor próprio. Porque antes de amar qualquer coisa ou pessoa você tem que amar você mesmo primeiro."

Mulheres

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"Eu acho que ser mulher é a coisa mais bacana que existe. Nós somos complexas. Levemente malucas. Fofas. Temos obsessões por coisas que só nós entendemos. Morremos de frio quando a temperatura desce míseros graus. E viramos onça, quando preciso.

Somos, na verdade, seres completamente hormonais e emocionais. Nós inventamos a doçura (sabia?). E gostamos de criar (e recriar) por natureza.

É. Eu tenho ORGULHO de ser mulher. E gosto de dizer que JAMAIS queimaria meus sutiãs. Mas existem coisas que me fazem realmente ter inveja dos homens. ACREDITAM?

Primeiro, a facilidade deles em usar qualquer banheiro. Depois, o modo como eles ficam mais charmosos com o passar dos anos. E, por último (e não menos importante), a tal SOLIDARIEDADE MASCULINA. É. É bem aí que eu quero chegar. Parece haver um código de conduta entre os rapazes. Um acordo de auto-preservação. Uma espécie de pacto incondicional, que nasce com os homens junto com o “dito-cujo” e onde nenhum Clube da Luluzinha entra. Bom, pelo menos, não dessa forma.

Ah, como eu admiro os homens por isso! Olho para os tantos segredos que eles guardam de nós e penso: meninas, porque isso não acontece com a gente? Bom, deixe-me explicar. Com as mulheres, a coisa é bem diferente. Nós temos umas poucas - e fiéis - amigas pelas quais matamos e morremos. De resto, é horrível generalizar: mas as mulheres conseguem ser BEM desleais quando querem. É. Invejosas. Criadoras de intrigas. Verdadeiras cobras (bem-vestidas e cuidadosamente maquiadas, claro).

Eu me considero uma fiel defensora da ala feminina. Mas tenho que admitir que, nesse aspecto, os homens dão um banho na gente. Eles são muito mais cúmplices uns dos outros. Mais companheiros.

Meninas, vamos mudar esse quadro? Isso está ficando feio demais para nós. Eu acho lindo quando pergunto, para alguns amigos ou namorado, assuntos que não me dizem respeito e eles não me respondem de jeito nenhum. (Se o mesmo acontecesse com as mulheres, sei que elas contariam tudo para os moços). Talvez seja esse o mal feminino: nós adoramos FALAR. Sentimos que, assim, estamos sendo sinceras, conectadas com a verdade, mesmo que a lealdade com as outras mulheres seja posta à prova.

É, acho que chegamos ao xis da questão: nós, talvez, não tenhamos a mesma solidariedade masculina por um fator meramente cultural. Desde nossas tataravós, somos condicionadas a colocar os homens (pai, irmão ou marido) em primeiro lugar.

Bom, estamos numa era tecnológica. Vivemos numa modernidade EXTERNA inacreditável. Temos uma presidente mulher no poder. E continuamos, por dentro, as mesmas de sempre. O espartilho não nos deixa mais sem ar. Mas a sociedade, sim. E, apesar de nos mostrarmos liberadas e independentes, continuamos medindo nossos valores com o fato de termos – ou não – um bom marido ou namorado. Olha QUE MODERNO!

Bom... Eu não estava falando sobre a solidariedade feminina? É. Parece que quando um homem entra no meio, as mulheres se esquecem do que a gente SEMPRE deveria se lembrar: do feminino. É. E o feminino que mora em mim é o mesmo que mora em todas as mulheres e, que está aí, perdido desde os tempos em que as mulheres fiavam juntas e dançavam em volta das fogueiras. ENTENDERAM?

Por isso, aí vai o meu pedido (que não vai ser fácil nem pra mim, nem pra mulher alguma): vamos pegar o exemplo dos homens e, com isso, SERMOS MAIS MULHERES. Mais unidas. Mais amigas. Colocando o feminino (o nosso feminino), em primeiro lugar.

É, mulheres, chegou a hora de HONRARMOS nossos próprios sutiãs."

Trecho do último capítulo da novela

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"Rodrigo - Ana, minha querida... Dizem que o amor acaba, que o amor termina, mas não é verdade. Nada acaba, tudo dura, continua e se transforma. Enquanto eu aguardava aquela cirurgia mil anos se passaram. As duas estavam lá dentro e eu pensava: se acontecer alguma coisa com elas eu morro. Dizem que passa um filme da nossa vida na nossa cabeça e por isso eu vi: vi vocês duas meninas chegando na nossa casa e nós três juntos, ainda pequenos, em tantos e tantos momentos. Vi você erguendo taças, troféus. Tua imagem na revista: inacessível! Distante da criança que eu era e que você era também. Depois a nossa fuga de casa, e o nosso medo, e a nossa coragem. E o salto sem rede que tantas vezes se chama amor. Vi você indo embora, sendo levada de diferentes formas... Tantas e tantas vezes. E depois vi você voltando. E no fundo dos seus olhos, como em um rio, tudo que a gente não tinha vivido. A partir daí eu me vi dividido entre dois amores, entre duas vidas. Uma que eu estava vivendo e outra que eu jamais tinha podido viver. Durante os meus piores momentos, enquanto eu aguardava naquela sala, como se a doença da nossa filha tivesse me curado, eu entendi que não tinha mais divisão nenhuma. O que tinha sido vivido, o que tinha ficado para trás, tudo, era parte de uma mesma história, de uma mesma vida e de um mesmo sentimento: AMOR. E foi então que eu vi: nós dois juntos, cruzando a fronteira! 

Ana - Como se eu tivesse alcançado a outra margem de um rio. O rio onde a gente se amou pela primeira vez, o rio do meu acidente, mas sempre um rio. E porque naquele momento eu precisava ser forte! Finalmente, sem escapes, eu consegui atravessar aquele rio eterno! Como se em um instante, eu tivesse vivido todos os anos que ainda estavam parados em mim, me esperando. Do outro lado da fronteira, que sem perceber nós já tínhamos cruzado. Uma infância compartilhada, uma adolescência trocada, uma juventude não vivida! Do lado de cá: dois adultos maduros, finalmente libertos daquele fardo pesado: feito de lembranças, de sonhos antigos. Porque há novos sonhos do lado de cá da fronteira! E agora... PODEMOS VIVER!"

Remar. Re-amar. Amar

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"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também!
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica, o que for. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir.
Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena.
Que por você vale a pena.
Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar."

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 ”Sou cheia de manias. Tenho carências insolúveis. Sou teimosa. Hipocondríaca. Raivosa, quando sinto-me atacada. Não como cebola. Só ando no banco da frente dos carros. Mas não imponho a minha pessoa a ninguém. Não imploro afeto. Não sou indiscreta nas minhas relações. Tenho poucos amigos, porque acho mais inteligente ser seletivo a respeito daqueles que você escolhe para contar os seus segredos. Então, se sou chata, não incomodo ninguém que não queira ser incomodado. Chateio só aqueles que não me acham uma chata, por isso me querem ao seu lado. Acho sim, que, às vezes, dou trabalho. Mas é como ter um Rolls Royce: se você não quiser ter que pagar o preço da manutenção, mude para um Passat.”