No fim, é sempre sobre amor

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"Eu sou assim: tenho a palavra na ponta da língua, o mundo na ponta dos pés e a poesia na ponta do coração. Carrego nos ombros o peso de uma saudade. Às vezes, engano a mim mesma para me sentir melhor. Tenho um refrão no repeat e um coração mole, que só. Descobri o quanto pesa uma ausência e o quanto vale um sorriso. Elejo a fé como o que eu tenho de mais bonito. Vou, volto e não me deixo, embora tenha me perdido muitas vezes pelo caminho. Sou tantos verbos, em tantas orações subordinadas, de tantos objetos diretos e indiretos. Sou tantos “eus” buscando apenas um “você”. E o que é que se pode fazer quando a palavra te acerta em cheio e faz acordar o que te é intrínseco? Acho que dizer o que eu sinto, sempre foi a minha maior demonstração de ousadia. Porque, no fim, é sempre sobre amor."

Bate-papo culturete com: Marina Xandó

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Marina Xandó, advogada, mãe da fofa da Maria Victória e blogueira do Ask Mi.

Você costuma escolher livros pelo título? E pela capa?   
Pelo conteúdo e crítica

Qual foi o último livro que leu e qual é o próximo livro que lerá?  
50 tons de liberdade e o próximo será 1808, de Laurentino Gomes.

Você costuma ler resenhas de livros?   
Sim, bastante. Como me formei em direito gosto muito de ler.

Em qual lugar você gosta de ler? 
Na minha cama

Você costuma abandonar a leitura de um livro? 
Sim, quando depois de muitas tentativas, ele não me deixa com a mão "coçando" para virar a próxima página! rs

Quem (ou o quê) inspirou seu amor por livros?  
A faculdade de direito

Cite uma frase de um livro que você goste muito: 
"Se cada um cuidasse da própria vida, o mundo giraria bem mais depressa." (Alice no País das Maravilhas)


O que estou...

... lendo - assim que eu voltar de férias, pretendo começar a ler 1808, que fala sobre a vinda da família real para o Brasil.

... ouvindo - Roberto Carlos sempre!

... vendo - última série de HOUSE, que amo de paixão!

Para aqueles que ainda não conheciam a Marina, eis aqui a página no facebook e também o blog dela.

Quem ama, fica

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"Quem ama, fica. Fica porque sair correndo pra longe é uma alternativa que simplesmente não existe como abandonar o local mais aconchegante desse planeta - aquele abraço que carrega um pouquinho da gente e nos passa uma paz absurda, calmante. Quem ama, tenta. Tenta porque pode não dar certo e não ser a primeira tentativa, mas enquanto houver palpitação nos segundos antes de ver ao vivo e mãos suando frio pelo medo de não dar certo de vez, é mais fácil se aprumar de comprometimento e dedicação que se acovardar sem nunca saber como poderia ter sido até então. Que ama, quer estar junto. À dois, justamente pela força da conexão que ainda existe, mesmo em dias que o sinal anda fraco e a gente acaba por não captar tão bem a sintonia. Quem ama não desiste. Até porque, desistir é tarefa pra gente fraca e esse lance de amor só cabe em quem é do tamanho da coragem - e poucos conseguem ser tão grandes por dentro. Quem ama, aprende. Ensina a si mesmo a respirar profundamente antes de descarrilhar emoções adversas, a contar até um milhão se for possível, a fazer da paciência uma aliada ao louco amor, porque só dessa maneira é possível funcionar em dupla. Quem ama pensa em futuro. E por pensar, diz. E por dizer, não se deixa levar pela maré de carnaval, amigos solteiros, crises e fases ruins. Escolhe conservar sonhos futuros e não deixa que aos poucos certezas ruírem e daqui uns meses sobre apenas ódio, nojo, indiferença. Quem ama se preocupa. Acha simplesmente impossível seguir vivendo sem saber se ela voltou a comer chocolate e foda-se se possui lactose, não lida bem com a convivência de nunca mais saber se ele foi à academia e o sabonete para o rosto anda fazendo efeito. Quem ama, cuida. Toma-se do maior cuidado do mundo pra que muita gente não pragueje contra o objeto de amor, cultiva uma admiração que vai além dos campos sentimental e psíquico, tenta andar na linha pra que brigas eternas não se repitam e gerem apenas choradeira e rancor. Quem ama, sofre. Machuca ter e não estar bem; dilacera não ter e não saber como seria se tudo ao estágio maravilhoso retornasse. Mas mesmo assim, luta. Até o fim porque a gente se perde nesse labirinto chamado vida, cheio de difíceis escolhas e tentações, mas com o escudo da vontade própria e um pingente que cintila perto do peito fica mais fácil gladiar contra os percalços no meio do caminho. Quem ama se desespera. Sai um pouco de si porque a simples ideia de perder alguém que na prática não nos pertence mais é exasperador. Quem ama se compromete. Dá a palavra, assina contratos verbais, se faz presente na vida diária, porque o cotidiano conta pontos intermináveis quando é lotado de tanto carinho. Quem ama, volta. Se permite voltar de ideia. Cai em si no tempo exato, leva em consideração horas ruins e momentos maravilhosos, se nega a ver como lembrança a paz de acordar do lado e dormir bem uma noite inteira por ser quase completo ali. Pondera na balança toda a felicidade grotesca de estar juntos e o infortúnio do desgaste que o passar do tempo obra na relação. Quem ama quer, quem ama precisa, quem ama dá a mão, mesmo no calor, pra ter a certeza de não soltar nunca mais. É por isso que até agora eu não sei porque ele se foi. Talvez, pelo mesmo motivo incompreensível de estar aqui, ainda. Sozinha."

O que aconteceu com seu futuro que era o meu?

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"Saudade é só o tempo que já não temos
a palavra que não se repete, mas ecoa
o gesto que não percebe, mas desmorona
o amor que não vive mais à toa
dentro do nosso olhar.

Saudade é só mais um verso, um apreço
que amanhece reverberando na tez,
absorvendo o ar... desviando o fôlego,
desnorteando um caminho sem volta.
Não sei como ir e nos deixar, talvez não queira,
talvez não saiba, talvez não seja...

Um coração e um amor não precisam de acertos
tempo (in)certo ou efeitos para ficar e descortinar
tudo o que não ficou para trás.

Te amo, mas é sempre tarde demais."

Os segredos de Gabriela Castro.

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A minha admiração pelas suas palavras já fez aniversários, nasceu quando o “Segredos de Travesseiros” ainda era o “Não solta minha mão nunca, ta?”, pedido mais que atendido e digo mais, sem esforço algum e também pudera, quanto encanto mora nesta menina. Sabemos que a Gabriela, ou a Gabi, como a intimidade de alguns anos de companheirismo na blogosfera, me permite chamar, já é uma mulher, mas não podemos negar que dentro dela vive uma menina que passeia sobre a poesia com flores na cabeça e pés descalços, parece flutuar com as palavras, parece adoçar nossos dias que nem sempre são fáceis e tampouco leves com a sua delicadeza. E se o dom de escrever existe, estou certa de que ela o possuí e não é em vão que a cada dia mais aumenta o número de pessoas que acompanham o talento de Gabriela Castro.
Antes de mais nada, gostaria de agradecer em nome da Equipe Estouro em Palavras, foi um prazer contar com você nesta nossa jornada. Muita inspiração neste ano que está só começando. E sim, quando você publicar seu livro, faço questão de que meu exemplar esteja autografado. Luz! Todo amor que houver nesta vida pra você.
E agora, presenteio-lhes, com um pouquinho da intimidade dela. Quem não conhece, esta é a menina-mulher que lhes escreve sempre e quem conhece, talvez haja nestas perguntas algumas respostas que você ainda não tenha encontrado.
Espero que gostem!

Estouro: Acompanho o seu blog há algum tempo, acabamos nos aproximando e tudo mais, sei um pouco dos teus escritos e também da sua vida pessoal. Sei que você se formou em Comércio Exterior, a pergunta que não quer calar é: Quando você começou a escrever, o que te levou a isso?
Gabriela Castro: Eu sempre gostei de escrever. Eu tinha diário na minha adolescência, mas escrevia mais sobre coisas cotidianas. Descobri o meu amor pela escrita mesmo com o blog, criado em 2008. No início eu postava textos, poesias e músicas com os quais eu me identificava e, depois de um tempo comecei a escrever os meus próprios textos.

Estouro: Para você, Gabi, o que representa o ato de escrever? Você descreve em seus textos coisas reais, que talvez você não tenha tido coragem de contar pessoalmente ou apenas literatura?
Gabriela Castro: Escrever para mim é algo essencial. É a respiração, o sono e o alimento da minha alma. É o que me deixa em paz. Nos meus textos eu descrevo coisas reais, coisas que gostaria de ter dito, as coisas como eu gostaria que fossem, coisas imaginadas, histórias alheias. Ás vezes, tudo isso misturado em uma poesia só: Realidade e literatura. Mas, quando eu leio um texto antigo, geralmente consigo me lembrar de como eu me senti naquele momento. Escrever é também registrar memórias.

Estouro: Você acredita em inspiração, acordar de repente, no meio da noite com um nó na garganta e aliviá-lo ou você acha que escrever é lapidar as palavras, escolhê-las, trocá-las, organizá-las, como uma construção de fato? Ou às vezes, também um pouco dos dois?
Gabriela Castro: A minha escrita é bastante intimista e eu acredito em inspiração, sim. Mas, lapidar as palavras é necessário para que eu me entenda e para me fazer entender.

Estouro: Quando você decidiu criar o “não solta minha mão nunca, ta?” que depois virou “segredos de travesseiro”? Existe algum motivo especial para a mudança? O que se encontra nos posts são “segredos” que você só conta para os seus leitores, ou sua vida é um livro aberto e sendo redigido, ainda?
Gabriela Castro: Eu decidi criar o “Não solta a minha mão nunca, tá?!” em 2008. Ele surgiu da minha vontade (e necessidade) de externar o que eu sentia e o que eu pensava. Passei a expressar através das palavras, o meu modo de ver o mundo e de encarar a vida.
Todo ano eu gosto de reformar a “casa” e essa mudança de layout acontece pelas mãos e talento da minha amiga Desi, do blog Sintonias (se puder linkar: http://www.sintonias.com.br/ ). Foi ela quem sugeriu que o blog tivesse um nome mais curto, porém não menos marcante. Pensei bastante e concluí que “Segredos de Travesseiro” traduzia bem a essência do blog e optei por mudar.
Muitos dos meus segredos encontram-se nos textos, ainda que nas entrelinhas ou vestidos por jogos de palavras. Considero-me transparente, mas sou e estou mesmo naquilo que não digo.

Estouro: Falando em livro, conta pra gente, Gabi, você tem planos de publicar um livro?
Gabriela Castro: Publicar um livro é um sonho grande. Será a minha principal resolução de ano novo. Vou me esforçar para que se realize em 2013.

Estouro: Como você lida com o fato de que mais de 40 mil pessoas acompanham a sua página na internet? É muita gente! Você passou a pensar mais no que revelaria em seus segredos desde que as coisas tomaram essa proporção gigantesca ou tudo permanece da mesma forma pra você?
Gabriela Castro: Fico feliz que tantas pessoas se interessem pelo tenho a dizer, que se identifiquem e gostem do conteúdo da página. Ela tem crescido muito e hoje já ultrapassou 44.500 curtidas. Para mim, tudo permanece da mesma forma, pois foi exatamente por isso que as pessoas chegaram até ela.

Estouro: Você tem algum recado aos seus seguidores, amigos e companheiros cibernéticos? Fique a vontade!
Gabriela Castro: Eu tenho um apreço muito grande por todos os meus leitores. Fiz alguns bons amigos através do blog, que levarei por toda vida. Agradeço todo o carinho e atenção que sempre demostram ter comigo. Também por todas as mensagens e delicadezas, que me são enviadas e que tornam os meus dias mais leves e mais felizes.
Estouro: Agora vamos a rapidinha? Eu digo uma palavra e você me diz o que ela representa ou o que vier em mente:
Uma cor: Azul
Um hobby: Além de escrever, criar peças de acessórios femininos.
Um medo: Da normalidade.
Um lugar: Meu quarto
Uma canção: A do momento é Idade do Céu – Paulinho Moska
Uma frase: Pode ser uma oração? O Pai Nosso.
Uma poesia: Escolher uma seria injustiça. Considero válida toda forma de poesia.
Um autor: Clarice, minha alterego.
Um abraço: Da minha mãe.
Um amor: O próprio. 
Um sonho: Publicar o meu livro.
Um livro: Água Viva – Clarice Lispector
Um site: O último que acessei foi: http://www.gabitonunes.com.br/
Um vício: Seriados
Viagem inesquecível: Rio Quente - Goiás

Para aqueles que ainda não tiveram a grata surpresa de encontrar-se com a poesia da Gabriela, eis aqui a página no facebook e também o blog, deliciem-se.



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Eu não sei lidar com isso, me perdoa

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"Hoje eu só queria aliviar um pouco dessa culpa que me pesa os ombros. Não adianta, não importa o que a gente faça, sempre vai ter uma coisa incomodando, uma pedrinha dentro do sapato que machuca sem parar o dedinho da ponta. Eu não consigo, entende? Simplesmente eu não entendo o porquê disso tudo.

Podia ter acontecido com tanta gente, de tantas formas, mas foi acontecer com você. Logo com você. Eu, sinceramente, não entendo. Já senti raiva, tristeza, mais raiva e uma indignação. Depois passei a sentir culpa. Sei que devia fazer alguma coisa, mas não consigo. Por favor, me perdoa, mas eu não consigo te ver assim. Sei que é egoísmo da minha parte, mas aceito que não sou uma pessoa evoluída pra conseguir aceitar bem as coisas.

Ninguém entende a ligação que a gente sempre teve. Era tão bonito, tão puro, tão intenso, tão natural. É isso mesmo, natural. Sem forçar sorriso, sem forçar abraço, sem forçar beijo, sem forçar um amor só pra ficar interessante. Era simples, era beijo estalado, era abraço apertado, era olho no olho, era piada, era segredo, era bobagem, era conselho, era magia, era pureza.

Nunca mais a minha vida foi a mesma. Na verdade, nunca mais eu fui a mesma. Nem você. Nós mudamos. E isso me dói. Me dói tanto, mas tanto que o meu coração encolhe, fica pequeno, bem pequeno e eu não sei o que fazer com ele. Eu entendia tudo quando você sorria aquele sorriso que eu nunca mais vi. Meu Deus, como sinto falta de antigamente. Como sinto falta daquele tempo onde as coisas eram mais fáceis. Onde eu achava que tudo era eterno. Inclusive as pessoas.

Eu não quero ter pena de você. Não quero sentir tristeza por você. Não quero sentir uma revolta dentro do peito. Não quero mais procurar respostas. Não quero pensar em você e sentir uma lágrima quente descer pela bochecha. Não quero mais sentir saudade da sua voz. Mas eu sinto tudo isso. E isso me dói, me dói, me dói e eu poderia ficar falando me dói, me dói, me dói até o fim da vida.

Você sabe que te amo? Sabe mesmo? Por favor, diz que sim. Eu sei que você de alguma forma sente todas as boas vibrações que mando todos os dias. Eu penso em você sempre. Te mando beijo, te mando abraço, te mando carinho, te mando o meu melhor. Mas eu não sei lidar com isso, me perdoa."